Quais são as diferenças entre Geodo, Vug e Ovo de Trovão?

Diferenças entre Geodo, Vug e Ovo de Trovão
Concreções de...

Um vug é uma cavidade vazia ou parcialmente vazia dentro de uma rocha, enquanto um geodo é um vug revestido por minerais cristalinos, geralmente com um centro oco.
Um ovo de trovão (Thunder Egg) é um tipo específico de geodo, também conhecido como litofisa, que se forma a partir de bolhas de gás vulcânico em riolito rico em sílica e normalmente possui um núcleo sólido ou quase sólido de ágata ou calcedônia em vez de um centro oco e revestido de cristal.
Geodo é uma rocha oca, geralmente esférica, com um interior revestido por cristais ou outra matéria mineral, formado a partir do preenchimento de cavidades em rochas sedimentares ou vulcânicas por minerais dissolvidos em água.

Vug
Vug com cristais de Enxofre em matriz de basalto.

Definição: Um vazio ou cavidade dentro de uma rocha.
Forma exterior: Forma irregular; pode não ser uma estrutura arredondada; parte de rocha matriz permanece visível.
Formação: Pode se formar a partir da dissolução ou erosão de minerais preexistentes ou por meio de rachaduras e fissuras abertas pela atividade tectônica.
Conteúdo: Os vugs podem ser vazios ou podem ser parcial ou totalmente preenchidos com minerais como quartzo, calcita ou outros minerais secundários.
Vug parcialmente preenchido com cristais de quartzo.

Geodo
Geodo fechado e o aberto preenchido com cristais de quartzo.

Definição: Um tipo de vug revestido por cristais mas totalmente fechado.
Forma exterior: Geralmente esférico ou ovóide; casca resistente, aparência relativamente uniforme externamente.
Formação: Forma-se quando uma cavidade dentro de uma rocha é gradualmente preenchida com depósitos minerais de águas subterrâneas.
Conteúdo: Caracterizado por um interior oco ou uma camada de calcedônia (como ágata) em forma de concha, com cristais (como quartzo, ametista ou calcita) crescendo internamente.

Ovo de Trovão (Thunderegg)
Amostra compacta de thunderegg em corte.

Definição: Um tipo de geodo, ou litofisa, com formação e conteúdo específicos.
Forma exterior: Exterior parecido com rocha normal; nódulo mais ou menos arredondado; textura externa rugosa ou agate/chalcedônia.
Formação: Forma-se em rocha vulcânica, geralmente riolito, onde bolhas de gás em expansão na lava em resfriamento criam uma cavidade.
Conteúdo: Normalmente possui um interior quase sólido ou sólido, frequentemente preenchido com ágata ou calcedônia, e pode ter um "formato de estrela" quando cortado. Geralmente não são ocos como os geodos tradicionais mas há raras exceções.


Dicas práticas de comparação
Para te ajudar a distinguir quando estiver com as pedras nas mãos:

1. Exterior vs interior
  • Geodos geralmente têm cascas relativamente finas, externas pouco ornamentadas, e revelam cavidades com cristais quando cortados ou quebrados.
  • Thundereggs podem parecer rochas sólidas por fora, mas quando cortados revelam padrões internos de ágata/chalcedônia etc. Maioritariamente todos são preenchidos, porém, alguns podem ter pequenas cavidades. Thundereggs tem listas de cementação por fora da concreção.
2. Presença de cavidade aberta ou parcialmente aberta
  • Se há espaço oco visível com cristais crescendo para dentro → geodo ou vug, possivelmente.
3. Formato e contexto geológico
4. Camadas de preenchimento interno
  • Se vês várias camadas concêntricas de cor, preenchimento de sílica (ágata/chalcedônia) → típico de thunderegg ou geodo preenchido.
  • Cristais distintos (quartzo pontiagudo, ametista, etc.) em cavidade → geodo ou vug com drusa.

Exceções:
Depois de tudo acima ficar bem claro você verá que sempre haverá exceções às regras.
Um exemplo é este Nódulo Septariano cortado da imagem abaixo.
Nódulo de Septária com cavidade.

Como se vê claramente, há bordas irregulares com "pontas de estrela", o que o torna um ovo de trovão. Ele também é parcialmente oco; então, como pode ser um nódulo?

Outro exemplo clássico e raro de ovo de trovão e geodo.

Aí você decide: é um ovo de trovão ou um nódulo de geodo?


Possíveis minerais que pode encontrar dentro de em Vug
Enxofre: O enxofre nativo pode formar cristais amarelos em cavidades vulcânicas ou em depósitos sedimentares.
NOTA: Cristais de Calcite são em tom de amarelo mais pálido e tem estrutura cristalina já o enxofre é de um amarelo mais intenso. Na imagem acima se trata de enxofre.

Dependendo da geologia local, outros minerais podem cristalizar dentro de um vug, como:

Minerais de sulfato:
Alguns minerais de sulfato, como a jarosita ou a copiapita, também podem apresentar coloração amarela e formar cristais em geodos ou vug.

Minerais de carbonatos: Quartzo e Polimorfos:
Quartzo: É um dos minerais mais comuns em vugs, frequentemente encontrado como cristais transparentes ou translúcidos. 
Ametista: Uma variedade de quartzo caracterizada pela sua cor violeta. 
Cristal de Rocha: Um quartzo transparente e incolor. 
Calcita: Um mineral de carbonato de cálcio que pode formar cristais dentro de vugs, como visto em exemplos na Inglaterra, que são procurados por colecionadores. 

Minerais metálicos: Embora menos comuns como cristais puramente dentro de um vug, impurezas de elementos metálicos podem estar presentes em outros minerais.


Fontes:
https://www.mindat.org/mesg-390845.html
https://en.wikipedia.org/wiki/Vug

Ouro em Portugal, ocorrência e variedades

Ouro em Portugal
Locais de ocorrência e variedades

Em Portugal, o ouro nativo é relativamente raro, mas historicamente, a região de Trás-os-Montes, em particular, a área de Valongo, é conhecida por depósitos de ouro. No entanto, a mineração de ouro é altamente regulamentada e geralmente requer permissões e conformidade com as leis ambientais reservado a grande mineradoras.

Se estiver interessado em procurar ouro, é importante seguir todas as regulamentações locais e obter as permissões necessárias. Além disso, a busca de ouro pode ser desafiadora e requer equipamento apropriado e conhecimento geológico. Considere procurar aconselhamento de especialistas ou geólogos locais para orientação específica sobre áreas potenciais para procurar ouro nativo em Portugal.

Posso minerar ouro em rios em Portugal?
Sim, pode. Porém faça por cumprir a ética de coleta de minerais ao respeitar o meio ambiente, contrariar isto estará sujeito a coimas pelas autoridades responsáveis. Não utilize máquinas, somente bateias ou outro equipamento manual.
mina romana em Setúbal
Vestígios de uma entrada de galeria de mineração em
Vale de Gatos, Cruz de Pau, Amora, Seixal, Setúbal, Portugal

Por mais estranho que pareça, ainda é possível encontrar algumas pepitas de ouro em Portugal. Você não ficará rico se as encontrar (porque são muito pequenas e em pequena quantidade), mas a mineração de ouro pode ser um hobby interessante. De Norte, passando por Lisboa a Sul, ainda há ouro.
Embora não sejam de grande quantidade, a prospecção de ouro em Portugal é mais frequente nos rios, sendo nas zonas de declives as mais promissoras para encontrar pequenas pepitas.
Já encontrar ouro no quartzo requererá um estudo maior em geologia, mas se o descobrir, parabéns, achou uma boa fonte.
Já em antigas minas romanas, por constituir maior perigo, a atividade de busca de ouro aqui é bem menor e quando possível, requer maior atenção e investimento em segurança.

Se por acaso encontrar ouro, siga esta nossa dica:


Locais históricos e atuais de ocorrência de ouro em Portugal:
Mapa dos principais locais em Portugal onde já se encontrou ouro, desde os tempos romanos até prospeções mais recentes, bem como os tipos de ocorrência, incluindo aluviões, filonianos em quartzo, electrum e ouro associado a sulfuretos.
Locais de ocorrência de ouro em Portugal

Norte

Rios: Douro, Tua, Sabor, Corgo, Távora, Paiva.
Tipo: ouro aluvionar (areias e cascalhos dos rios).
Tipo: ouro filoniano em veios de quartzo e secundariamente em aluviões.
  • Jales (Vila Pouca de Aguiar)
Importante mina de ouro e outros metais.
Tipo: ouro em veios hidrotermais de quartzo, associado a sulfuretos.
Achados em aluviões de rios e pequenas ocorrências filonianas.


Centro

Associado a pegmatitos e veios de quartzo.
Tipo: ouro filoniano.
O Mondego e afluentes tiveram exploração aurífera antiga (romana).
Tipo: ouro aluvionar.
Ouro em aluviões de ribeiras.


Sul

  • Alentejo (Beja, Évora, Portalegre)
Ouro associado a sulfuretos (pirita, arsenopirita, calcopirita).
Ex.: Mina de São Domingos (Mértola), embora explorada sobretudo para cobre, registaram-se teores de ouro.
Tipo: ouro disseminado em sulfuretos.

  • Alcoutim e Rio Guadiana (Algarve e Baixo Alentejo)
Depósitos aluvionares do Guadiana e afluentes.



⚒️ Variedades de ouro encontrados em Portugal

Flocos e pepitas em cascalhos e areias de rios (Douro, Tua, Mondego, Guadiana).
Foi a principal fonte de ouro explorada pelos romanos.

Ouro filoniano (ou em quartzo hidrotermal)
Associado a veios de quartzo com pirita, arsenopirita e outros sulfuretos (Valongo, Jales, Trás-os-Montes, Melres, Guarda).
ouro em quartzo, Melres - Gondomar

Electrum (liga natural de ouro e prata - Au-Ag)
Ocorre em algumas jazidas filonianas; há referências no Norte (Valongo e Trás-os-Montes).
gold variet electrum on quartz
Raramente o ouro electrum esta isolado (sem Ag), mas quando isto acontece, o espécime é absolutamente lindo, como mostra a imagem acima. Muitíssimo raro esta variedade de ouro em Portugal.

Presente em minas polimetálicas do Alentejo (São Domingos, Aljustrel, Neves-Corvo, Lousal).
Chalcopyrite na Mina de Aljustrel (Portugal) — sulfeto associado que muitas vezes aparece em depósitos auríferos/disseminados. (Mindat)


📌 Nota importante:
A prospecção e recolha de minerais em Portugal estão sujeitas a lei. Exploração mineira só é permitida com licença da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).

Para hobby (prospecção com bateia em aluviões) é tolerado em pequena escala, mas sempre respeitando propriedade privada, parques nacionais e ambiente.


Saiba mais em...

Ouro Nativo em Portugal


O ouro, um metal precioso que fascina a humanidade desde tempos imemoriais, possui uma história rica e complexa em Portugal. A sua exploração no território português remonta a períodos muito antigos, mas foi durante o domínio romano que atingiu uma escala industrial sem precedentes, deixando um legado mineiro que ainda hoje é visível e estudado.

A exploração mineira em Portugal tem raízes profundas, com evidências arqueológicas que datam da Idade do Bronze e da Idade do Ferro. No entanto, foi com a chegada dos Romanos à Península Ibérica, após a expulsão dos cartagineses na Segunda Guerra Púnica (206 a.C.), que a mineração de ouro no território português conheceu o seu apogeu. O interesse de Roma pelos recursos minerais da península era estratégico, e o noroeste hispânico, incluindo partes do atual Portugal, tornou-se um alvo principal devido à abundância de depósitos auríferos.
Os Romanos aplicaram e desenvolveram técnicas de exploração extremamente avançadas para a época, que ainda hoje impressionam pela sua precisão e espetacularidade. A extração de ouro era realizada tanto em depósitos primários (em rocha) quanto em depósitos secundários (aluviões e coluviões).

Portugal foi palco de importantes explorações auríferas romanas, com complexos mineiros que se destacaram pela sua dimensão e engenharia. Entre os exemplos mais notáveis encontram-se:
Tresminas (Vila Pouca de Aguiar): Considerado um dos mais importantes complexos mineiros de ouro do Império Romano, Tresminas foi intensamente explorado nos séculos I e II d.C. As minas de Tresminas exploravam ouro, prata e chumbo, utilizando métodos a céu aberto (cortas) e galerias subterrâneas com entivação em madeira.

Poço das Freitas (Boticas): Outro exemplo de antiga exploração aurífera romana, que, juntamente com Tresminas, foi convertido em património arqueológico e mineiro.

Minas de Castromil (Paredes): Estas minas exploravam um depósito mineral localizado geologicamente no contacto entre metassedimentos (xistos, grauvaques) e outras formações. As minas de Castromil e Banjas, também em Paredes, são exemplos de explorações romanas significativas.

Fojo das Pombas (Valongo): Este complexo mineiro romano em Valongo é um dos locais onde se desenvolveram metodologias de avaliação de riscos associados às cavidades mineiras deixadas pelos romanos, evidenciando a sua importância histórica e o desafio da sua preservação.
Estas minas, atualmente desativadas, são reconhecidas como Património Arqueológico e Mineiro, sendo cruciais para a compreensão da história da mineração em Portugal e na Península Ibérica.

Veja mais em:


A exploração de ouro em Portugal, especialmente durante o período romano, focou-se em dois tipos principais de depósitos:
Ouro de Montemor_o_Novo em Évora

Depósitos Primários (em rocha): Nestes depósitos, o ouro não se encontra livre, mas sim associado a sulfuretos e óxidos de ferro em filões de quartzo. A exploração podia ser a céu aberto, quando os filões afloravam à superfície, ou subterrânea, seguindo as estruturas mineralizadas em profundidade. As minas subterrâneas, localmente designadas por 'fojos', integravam galerias, estruturas hidráulicas, canais de drenagem e poços. A morfologia subvertical destes depósitos permitiu uma rápida evolução das explorações romanas em profundidade.

Depósitos Secundários (aluviões e coluviões): O ouro nestes depósitos é livre e resulta de processos erosivos que transportaram o ouro dos filões primários para depósitos em encostas (coluviões) ou em leitos de rios (aluviões). A extração nestes depósitos era feita através de técnicas de lavagem, como o uso de bateias, que separavam o ouro dos sedimentos pela diferença de densidade.
Embora o documento forneça detalhes sobre a exploração e processamento do ouro, não especifica variedades distintas de ouro nativo encontradas em Portugal, além de mencionar a sua ocorrência em filões de quartzo e depósitos aluvionares. A pureza do ouro nativo pode variar, mas o documento foca-se mais nos métodos de extração e concentração do que nas características mineralógicas específicas das variedades de ouro.

Recentemente, uma equipa de investigadores espanhóis confirmou a existência de antigas minas de ouro romanas na Região Centro de Portugal, nomeadamente no distrito de Castelo Branco. Estas descobertas, realizadas através de teledeteção aérea e tecnologia LiDAR, revelam a verdadeira dimensão do complexo mineiro romano na Lusitânia, posicionando-a como uma das principais zonas produtoras de ouro do Império Romano.
As minas localizam-se fundamentalmente no vale do Tejo e nos seus afluentes, como o Erges, o Ponsul, o Ocreza e o Zêzere. Uma grande área mineira foi também documentada no vale do rio Alva, até então quase desconhecida, albergando uma das maiores concentrações de explorações auríferas romanas em Portugal. As escavações no conjunto mineiro do Covão do Urso e Mina da Presa, em Penamacor, demonstraram que as minas estiveram em funcionamento entre os séculos I-III d.C.

Em Portugal, o ouro nativo é frequentemente encontrado sob a forma de electrum, uma liga natural de ouro e prata. Nas Minas de Ouro de Castromil, por exemplo, o electrum ocorre em partículas microscópicas (cerca de 20µm), aprisionadas principalmente nas microfraturas da pirite ou englobadas em óxidos secundários resultantes da oxidação dos sulfuretos. Este tipo de ocorrência demonstra que o ouro não se apresenta sempre na sua forma pura, mas sim como uma liga com outros metais, sendo a prata o mais comum.
Embora o documento não detalhe outras variedades específicas de ouro nativo em Portugal, a presença de electrum é um aspeto importante da mineralogia aurífera do país, refletindo a complexidade dos processos geológicos que levaram à sua formação.

Imagem de Ouro Nativo de Portugal
ouro de Portugal

Galerias de Minas Romanas em Portugal



Conclusão
A história do ouro nativo em Portugal é um testemunho da riqueza geológica do país e da engenhosidade humana ao longo dos séculos. Desde as explorações rudimentares da Idade do Bronze até à sofisticada engenharia romana, o ouro desempenhou um papel crucial na economia e na cultura do território. As minas romanas, como Tresminas e Castromil, são marcos históricos que revelam a escala e a importância da atividade mineira na antiguidade. A presença de depósitos primários e secundários, e a ocorrência de electrum, sublinham a diversidade dos recursos auríferos portugueses. Embora a exploração em larga escala tenha cessado há muito, o legado do ouro nativo em Portugal continua a fascinar investigadores e entusiastas, mantendo viva a memória de uma era dourada.



Veja mais...



ou visite nosso grupo no Facebook:



Outras fontes:

GeoPortal (SIORMINP) OURO:

Apanha de Inertes em Portugal, legislação

Apanha de Inertes em Portugal: O que Mudou e Porquê

Para evitar multas por apanhar "inertes" (areia, pedras, conchas, etc.) em praias de Portugal, não os retire da praia, pois são bens públicos e a sua extração não autorizada, é ilegal, como estabelecido na Lei das Costas. Embora a extração de um ou dois itens como lembrança (como por exemplo conchas pequenas) possa não ser ativamente perseguida, mas mesmo assim é uma infração que constitui um delito.
Apanha de Inertes em Portugal, legislação

A regra é clara: 
Não retire elementos naturais da praia: Conchas, areia, pedras, moluscos, fósseis e outros elementos são considerados bens do domínio público e o seu levantamento é proibido por lei.


Conchas marinhas, fósseis, areia, calhaus e rochas
Portugal, com a sua costa atlântica e rios majestosos, sempre despertou a curiosidade e o gosto pela recolha de elementos naturais. Desde pedras polidas pelo mar a conchas de cores variadas, a apanha de inertes, "materiais geológicos como areias, calhaus rolados e rochas", foi, para muitos, uma atividade recreativa inofensiva. No entanto, as leis em Portugal têm vindo a apertar o cerco a esta prática. Mas o que motivou estas restrições e o que significam para quem gosta de passear e colecionar?
Apanha de Inertes em Portugal, legislação

O que são Inertes e Porquê a Proibição?
Inertes são, essencialmente, materiais geológicos não orgânicos. Nas praias, referimo-nos a areias, seixos, conchas (mesmo as vazias), pedras e calhaus. Nos rios, a areia e pedras do leito são também consideradas inertes.

A proibição da apanha de inertes não é uma medida para "estragar a diversão". É, acima de tudo, uma questão de preservação ambiental e ecológica. A remoção contínua e indiscriminada destes materiais, mesmo em pequenas quantidades por pessoa, tem um impacto cumulativo significativo.

Erosão Costeira e Fluvial: A areia e os calhaus são uma defesa natural contra a erosão, protegendo as costas e as margens dos rios da força das águas. A sua remoção acelera este processo, tornando as áreas mais vulneráveis.

Habitat de Espécies: Inertes como as conchas e as pedras são parte integrante do habitat de inúmeras espécies marinhas e terrestres. Pequenos organismos, insetos e até algumas aves dependem destes elementos para alimentação, abrigo e reprodução. A sua remoção destrói ecossistemas delicados.

Equilíbrio Natural: Cada elemento na natureza tem um papel. A remoção de inertes, em larga escala, pode desequilibrar ecossistemas inteiros, com consequências a longo prazo que ainda estamos a tentar compreender.


O Que Diz a Lei em Portugal?
Apanha de Inertes em Portugal, legislação

A legislação portuguesa, nomeadamente através da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e das Capitanias dos Portos, é clara: a apanha de inertes nas praias e leitos dos rios para fins não autorizados é proibida. Embora a lei possa ser mais permissiva para pequenas quantidades para uso pessoal e recreativo em algumas zonas, a regra geral é que qualquer remoção de areia, calhaus, conchas e outros elementos naturais sem licenciamento específico pode resultar em coimas.

As coimas podem variar significativamente dependendo da quantidade, do local e da finalidade da apanha, podendo atingir valores consideráveis. As autoridades, como a Polícia Marítima e a GNR (através do SEPNA), fiscalizam ativamente estas áreas.


Impacto nas Praias e Rios Portugueses
Muitas das nossas praias e zonas costeiras estão já sob ameaça de erosão. A remoção contínua de areia e seixos, mesmo que em pequenas quantidades diárias, agrava este problema. Pensemos no areal da Praia da Rocha no Algarve ou nas praias da Costa da Caparica, que já necessitaram de obras de reposição de areia.

Legenda: As placas de "Zona Interdita" são cada vez mais comuns em zonas costeiras, alertando para a fragilidade destes ecossistemas.


O Que Podemos Fazer?
A melhor forma de desfrutar da beleza natural de Portugal é apreciá-la sem a remover.

Fotografe: Em vez de levar para casa uma concha, tire uma bela fotografia. Terá uma recordação duradoura e não prejudicará o ambiente.

Observe: A natureza oferece espetáculos incríveis. Dedique-se a observar a vida selvagem, as formações rochosas e a paisagem.

Eduque: Partilhe esta informação com amigos e familiares, especialmente com crianças, ensinando-lhes a importância de respeitar e preservar o meio ambiente.


O que pode acontecer se for apanhado? 
É considerado um ato ilegal, punível com multa.

O que pode levar?
Levar uma ou duas conchas como lembrança pode não ser ativamente combatido pelas autoridades, mas não é um ato incentivado pela lei. 
A lei foca-se na retirada principalmente de material geológico, e um volume mais significativo de conchas, por exemplo, pode ser visto como um ato de contraordenação ambiental.
apanha de inertes da praia

Resumindo...
A proibição da apanha de inertes é um lembrete de que somos guardiões da natureza e que as nossas ações, por mais pequenas que pareçam, têm um impacto.
Ao deixar as pedras e as conchas onde as encontramos, estamos a garantir que as futuras gerações também poderão desfrutar da beleza natural intocada das nossas praias e rios.


Quilates de pureza do ouro

Quilates (K) ou Karat/carate (ct)?
Ambos "quilates" e "carats" estão corretos, mas referem-se a unidades diferentes: quilate (ou quilate) refere-se à pureza do ouro (1/24 avos da massa, com a letra K e abreviação Kt ou K), enquanto carat (carate) refere-se ao peso de pedras preciosas (equivalente a 0,2 gramas, usando a abreviação ct). 

No que se refere a pedras preciosas, como o diamante, um quilate representa uma massa igual a duzentos miligramas (200mg).

Quilates de pureza do ouro
A unidade de massa foi adotada em 1907 na Quarta Conferência Geral de Pesos e Medidas.
O quilate pode ser subdividido ainda em 100 pontos de 2 mg cada.
Quilates de pureza do ouro

Aplicado ao ouro, entretanto, o quilate é uma medida de pureza do metal, e não de massa.
É a razão entre a massa de ouro presente e a massa total da peça, multiplicada por 24, sendo cada unidade de quilate equivalente a 4,1666 % em pontos percentuais de ouro do total.

A pureza do ouro é expressa pelo número de partes de ouro que compõem a barra, pepita ou joia.
O ouro de um objeto com 16 partes de ouro e 8 de outro metal é de 16 quilates.
O ouro puro tem 24 quilates.

Exemplos de pureza de quilates de ouro:
Ouro 24 quilates = ouro puro - como é praticamente impossível o ouro ter uma pureza completa, o teor máximo é de 99,99% e assim chamado de ouro 9999, sendo este teor de ouro impróprio para fabricação de jóias por ser muito maleável.
Ouro 22 quilates = 22/24 = 91,6% de ouro, também chamado de ouro 916.
Ouro 20 quilates = 20/24 = 83,3% de ouro, também chamado de ouro 833.
Ouro 19.2 quilates = 19.2/24 = 80,0% de ouro, também chamado de ouro 800 ou Ouro Português.
Ouro 18 quilates = 18/24 = 75% de ouro, também chamado de ouro 750.
Ouro 16 quilates = 16/24 = 66,6% de ouro, também chamado de ouro 666.
Ouro 14 quilates = 14/24 = 58,3% de ouro, também chamado de ouro 583.
Ouro 12 quilates = 12/24 = 50% de ouro, também chamado de ouro 500.
Ouro 10 quilates = 10/24 = 41,6% de ouro, também chamado de ouro 416.
Ouro 1 quilate = 1/24 = 4,6% de ouro, também chamado de ouro 46.

Desta forma, o ouro 18 quilates tem 75% de ouro, e o restante são ligas metálicas adicionadas fundindo-se o ouro com esses metais num processo conhecido como quintagem, para garantir maior durabilidade e brilho à joia.

Os elementos dessas ligas geralmente adicionados ao ouro podem variar muito em função da cor, ou ponto de fusão desejados e em algumas joalherias, essa fórmula é mantida como segredo industrial.
Os metais mais comuns utilizados nessas ligas são o cobre, a prata, o zinco, o níquel, o cádmio, resultando em um ouro com coloração amarela.
Existe também o ouro branco, que é feito com ligas utilizando o paládio que tem efeito descoloridor, nesse caso o ouro branco no processo final de acabamento a joia é submetida a um banho de ródio.

Quilates do Ouro vs Pedras preciosas:
Quilates do Ouro e as Pedras preciosas
Entenda-se que em uma peça de joalharia onde os quilates do ouro são menores não se vai cravar um diamante ou uma pedra preciosa mais rara e cara.


Fonte:

O que são as inclusões minerais e os tipos

As inclusões minerais são materiais estranhos que estão encapsulados dentro de minerais durante o processo de formação.
Elas podem fornecer informações valiosas sobre a história geológica e as condições de formação dos minerais.
inclusão trifásica rara, gás e petróleo
Inclusão Trifásica Rara, Gás e Petróleo

Em mineralogia, uma inclusão é um material que se fixou dentro de um mineral durante a sua formação.
De acordo com a lei de Hutton, inclusões são fragmentos mais antigos que a rocha em si.

Aqui estão alguns tópicos relacionados às inclusões minerais:

inclusão de pirita no quartzo
Inclusão de Pirita no Quartzo

As inclusões minerais são pequenas partículas de substâncias estranhas que são aprisionadas dentro dos minerais. Elas podem ser líquidas, sólidas ou gasosas e podem incluir minerais, gases, líquidos, inclusões fluidas, inclusões de vapor, entre outros.
Sendo a inclusão sólida de outros minerais a mais comum (embora rara) do que outras partículas.

As inclusões minerais são formadas durante o crescimento dos minerais. Elas podem ser incorporadas por diferentes mecanismos, como inclusões sólidas que são capturadas durante a cristalização, inclusões fluidas que são aprisionadas no interior do mineral à medida que se forma ou inclusões gasosas que se formam devido a reações químicas durante o crescimento do mineral.

As inclusões minerais são uma fonte valiosa de informações sobre as condições de formação dos minerais, como a pressão, a temperatura, a composição química e a história geológica. A análise das inclusões minerais pode ajudar os geólogos a entender os processos geológicos que ocorreram durante a formação do mineral e a reconstruir a história da evolução da Terra.

Existem várias técnicas utilizadas para analisar as inclusões minerais. Isso inclui a microscopia óptica, a microscopia eletrônica de varredura (MEV), a microscopia eletrônica de transmissão (MET), a espectroscopia de raios X por dispersão de energia (EDX) e a espectrometria de massas com ionização por laser (LIMS). Essas técnicas permitem a identificação e caracterização das inclusões minerais e ajudam a obter informações sobre sua composição química, estrutura e origem.

As inclusões minerais têm várias aplicações práticas. Por exemplo, a análise de inclusões fluidas em minerais pode ser usada para explorar depósitos minerais, como depósitos de ouro e petróleo. Além disso, as inclusões minerais podem ser usadas como indicadores para estimar a idade dos minerais e a idade dos eventos geológicos associados.

História Geológica
Elas fornecem "pistas" sobre a formação do mineral, revelando as condições de temperatura, pressão e os materiais presentes no ambiente geológico. 
A pesquisa e a análise de inclusões minerais são um campo especializado dentro da geologia e podem levar a descobertas significativas sobre a Terra e seus processos geológicos.


Pequenas partículas de minerais ou outros materiais sólidos que são incorporadas durante o crescimento do cristal hospedeiro. Exemplos incluem agulhas de rutilo, turmalina, clorita dentro de quartzo ou fragmentos de pirita em lápis-lazúli, fragmentos de mica moscovita dentro da Aventurina que também é uma variedade de Quartzo.
No Olho de Tigre, o fenômeno óptico é chamado de chatoyancy, onde uma faixa de luz que se move pela pedra e é causada por inclusões fibrosas de Crocidolita que foram substituídas por quartzo.

Inclusões Fluidas:
inclusão de petróleo e gás no quartzo
Inclusão de Petróleo e Gás no Quartzo

Bolhas de líquido e/ou gás que ficam aprisionadas nas cavidades de um cristal. Elas podem revelar a composição do fluido do ambiente de formação do mineral e são importantes para o estudo de mudanças climáticas ou depósitos de petróleo e gás. Essas inclusões geralmente variam de 0,01 mm a 1 mm de tamanho e só são visíveis em detalhes por meio de estudos microscópicos, porém há exemplares em que se encontram inclusões maiores sendo mais raros, então, mais caros.

Inclusões Orgânicas:
inclusão de inseto, ar e flora no âmbar
Inclusão de Inseto, Ar e Flora no Âmbar

Materiais orgânicos, como insetos ou plantas, que são presos e conservados no âmbar, que é a resina fossilizada de pinheiros.

Significado e Importância
Identificação e Autenticidade:
Inclusões são cruciais para identificar a natureza e a autenticidade de gemas, distinguindo pedras naturais de sintéticas. 

Valor:
Embora geralmente depreciem uma pedra por indicar impureza (joalharia), algumas inclusões, como as agulhas de rutilo em uma safira, podem realçar a beleza da gema e aumentar seu valor, criando efeitos como asterismo.



Âmbar. Como saber se é falso ou verdadeiro

Âmbar Verdadeiro vs. Falso: Um Guia Completo para Identificar a Autenticidade

O âmbar não é uma pedra, mas uma resina fossilizada de árvores de milhões de anos. Sua beleza cálida, suas inclusões fascinantes e sua sensação orgânica tornam-no uma joia única e muito cobiçada. No entanto, sua popularidade também levou a um mercado inundado com imitações. Neste guia, você aprenderá a distinguir o âmbar verdadeiro das falsificações mais comuns.

Âmbar, dureza e densidade relativa
A dureza do âmbar é entre 2 e 2.5 na escala de Mohs, sendo considerado relativamente macio e suscetível a arranhões, exigindo manuseio cuidadoso. A sua densidade é geralmente baixa, variando de 1 a 1.1 g/cm³ (ou gravidade específica de 1.05 a 1.10), o que faz com que o âmbar flutue na água salgada.

O Que é o Âmbar Verdadeiro?
O âmbar verdadeiro é uma resina vegetal fossilizada há mais de 40 milhões de anos. A variedade mais conhecida provém da região do Báltico. Ele é valorizado por sua beleza, suas inclusões de insetos ou plantas (que são fósseis reais) e suas propriedades orgânicas e quentes ao toque.
Âmbar verdadeiro do Báltico
Âmbar verdadeiro do Báltico com inclusões naturais.
Note a beleza orgânica e única da peça.

Antes de aprender a identificar o verdadeiro, é crucial conhecer quem se passa por ele no mercado:

Âmbar Pressionado (Ambroid): Tecnicamente é âmbar, mas de baixa qualidade. São sobras e pó de âmbar real que são fundidos sob alta pressão para formar uma peça maior. É menos valioso que o âmbar natural sólido. Muitas joias são feito com este pó de âmbar prensado. 
Ambroide é um âmbar falso prensado

Breu (burseráceas): também conhecido como pez-loiro (também grafado pez-louro) e resina colofónia, é o produto resultante da destilação da resina bruta do pinheiro depois de se extrair a essência ou aguarrás. À temperatura ambiente apresenta-se como um sólido amorfo, com coloração amarelada e com um odor de pinho devido a terebintina ainda presente.
pez louro, bréu, colofónia
Pez louro, bréu, colofónia.

Plásticos (Bakelite, Celluloid, Poliéster): Imitações modernas feitas de plástico. Podem ser muito convincentes visualmente, mas falta-lhes a sensação e as propriedades físicas do âmbar.

Vidro: Uma imitação pesada e fria, facilmente identificável pelo toque.

Resinas Sintéticas Modernas: Como o plástico, são materiais sintéticos moldados para se parecerem com âmbar, muitas vezes com insetos modernos inseridos artificialmente.
Eu, oficina70 já fiz imitação, por experiência, de âmbar usando Resina Epoxi da marca Sika.

Copal: É uma resina vegetal jovem, com apenas alguns milhares ou milhões de anos. Ainda não terminou completamente o processo de fossilização. É muito mais macio e quebradiço que o âmbar verdadeiro. O copal, ao contrário do âmbar, derrete mais rápido e com mais facilidade. Isso pode ser verificado em casa: coloque cuidadosamente um pedaço de âmbar em um dos lados de uma frigideira quente e ele começará a cheirar imediatamente. Portanto, o âmbar natural exala um aroma semelhante ao do cravo. Mas o copal tem um cheiro forte e desagradável de remédio. Outra característica distintiva do copal são as muitas rachaduras em sua superfície.
Comparação visual de um âmbar verdadeiro do báltico com Copal encontrado em vários locais do planeta. O copal tende a ter uma cor mais leitosa e uma superfície que pode rachar mais facilmente.

Caseína: é um tipo de plástico semelhante ao âmbar. Este material geralmente é criado a partir do leite. Quando queimada, a caseína produz um cheiro de plástico queimado que confirma que não é âmbar báltico. A Galalite também é um plástico rígido e brilhante feito de caseína, uma proteína do leite, endurecido com formaldeído. Inventada em 1897, substituí e imita materiais naturais como âmbar, marfim e osso, sendo usada para joias, botões e chaves de piano.
Palheta de violão feito a partir de caseína.


Como Identificar o Âmbar Verdadeiro: Testes Caseiros e Fáceis
AVISO: Sempre realize estes testes com extrema cautela e preferencialmente em uma peça que não seja de alto valor ou uma joia delicada. Para uma identificação 100% segura, consulte um gemólogo profissional.

1. Teste do Toque (Temperatura)
O âmbar é um isolante térmico.
Como fazer: Segure a peça na mão por alguns instantes.

Verdadeiro: Sentirá uma sensação cálida, não fria como o vidro ou a maioria dos plásticos.
Falso: Vidro e alguns plásticos sentir-se-ão frios ao toque inicial.

2. Teste da Água Salgada (Densidade)
O âmbar verdadeiro do Báltico é menos denso que a água salgada.
Como fazer: Dissolva 7 a 10 colheres de chá de sal em um copo de água. Mexa bem. Coloque a peça supostamente de âmbar dentro da mistura.

Verdadeiro: Vai flutuar. Esta é uma das características mais distintivas do âmbar do Báltico.
Falso: A maioria dos plásticos, vidro e copal vai afundar.
Ilustração do teste de flutuação. O âmbar verdadeiro flutua, enquanto muitas imitações afundam.

3. Teste do Cheiro (Teste da Agulha Quente)
EXTREMA CAUTELA: Faça isto num local discreto da peça, como atrás de um colar ou numa área que não seja visível. 
Evite Testes com Fogo: Não use fogo diretamente na peça, pois pode causar danos irreversíveis. 
Como fazer: Aqueça levemente a ponta de uma agulha (com um isqueiro, por exemplo) e toque brevemente na superfície da peça.

Verdadeiro: Libertará um cheiro agradável e reconfortante de resina de pinheiro ou incenso.
Falso (Plástico): Cheiro ácido, químico e desagradável de plástico queimado.

Copal: Cheira também a resina, mas muitas vezes mais doce e forte. Este teste não distingue bem âmbar de copal.

4. Teste da Luz UV (Ultravioleta)
O âmbar verdadeiro possui uma forte fluorescência sob luz ultravioleta.
Como fazer: Use uma pequena lanterna UV 395nm (comum para testar notas). Brilhe a luz sobre a peça num ambiente escuro.

Verdadeiro: Exibirá uma forte fluorescência num tom azul esverdeado. A reação é vívida.
Falso: A maioria dos plásticos não fluoresce ou tem uma reação muito fraca. O âmbar legítimo tem uma fluorescência característica sob a luz UV, mas o copal (resina mais jovem) também pode apresentar essa propriedade.  O copal pode fluorescer, mas muitas vezes de forma diferente. Então, não use isto como a única forma de teste principalmente se a peça for copal.
O âmbar verdadeiro sob luz UV (direita) mostra uma fluorescência azulada característica, invisível a olho nu (esquerda).

5. Observação Visual das Inclusões
As inclusões de insetos ou plantas são um dos maiores atrativos do âmbar.

Verdadeiro: Os insetos fossilizados estão presos numa resina que fluía. Eles parecem ter lutado, por isso aparecem com pernas esticadas, asas desgrenhadas e muitas vezes bolhas de ar à volta. São fósseis reais.

Falso: Insetos em resinas modernas ou plásticos são insetos modernos mortos. Parecem "perfeitos" e intactos, como se tivessem sido colocados lá sem luta. Frequentemente, bolhas de ar são visíveis dentro do inseto.

6. Teste com Solvente
Aplique gotas de acetona, álcool ou aguaras na peça. O âmbar verdadeiro não sofrerá alterações, enquanto plásticos ou copais podem mudar de cor ou derreter. 

7. Teste de fricção ou Estático
 O chamado teste de fricção é outro método eficiente de testar o âmbar báltico.
O âmbar real é capaz de pegar alguns pequenos pedaços de papel. Ele contém propriedades eletrostáticas, por meio das quais, quando esfregado, é gerada energia estática que, em seguida, atrai pedaços de papel ou poeira.
Como fazer: Embrulhe um pedaço de âmbar ou suas joias em um pano limpo. Em seguida, comece a esfregar por cerca de 20-60 segundos. Segure essa joia perto de pedaços de papel ou fios de cabelo. Se esses pedaços de papel são atraídos pelas joias, então essa é a âmbar real. Se a joia ou a peça de âmbar ficar pegajosa, significa que não é âmbar. Esteja muito atento para perceber essas ocorrências.

8. Teste de arranhão
O teste de arranhões tem uma desvantagem de danificar Amber; portanto, não deve ser feito em joias caras. Este teste específico é feito principalmente para separar o âmbar do vidro colorido. É bem sabido que as contas de vidro nunca podem ser arranhadas. Por outro lado, 
Âmbar do báltico é suficientemente macio, portanto, você pode arranhá-lo. Se essa joia pode ser arranhada, isso significa que tem âmbar real.


Resumo Rápido: Tabela de Identificação

Conclusão:
Identificar âmbar verdadeiro é uma combinação de observação, testes simples e intuição.
Lembre-se: se o preço parecer bom demais para ser verdade, especialmente para uma peça com uma inclusão grande e "perfeita", provavelmente é. Use os testes de forma cautelosa e, quando em dúvida, procure um joalheiro ou gemólogo de confiança para uma avaliação profissional.

Aprecie a beleza única desta "janela para o passado" com a certeza de estar a adquirir um pedaço genuíno da história da Terra.

Caso ainda tenha alguma dúvida poderá pesquisar mais na internet, há muitos artigos, fotos e vídeos.